
A diferença entre os dois candidatos, que era de 12 pontos percentuais no levantamento anterior, passou a ser de nove pontos. No cenário de primeiro turno, 13% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo ou não pretendem votar. Outros 4% ainda não decidiram.
A vantagem de Lula também diminuiu na simulação de segundo turno. O presidente passou de 45% para 44% das intenções de voto, enquanto Flávio cresceu de 37% para 39%. Com isso, a diferença entre os dois caiu de oito para cinco pontos percentuais.
O desempenho do senador ocorre em meio a uma mudança no comportamento do eleitorado de direita, segundo avaliação do cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest. Para ele, dois episódios recentes contribuíram para o crescimento de Flávio: a reaproximação com Michelle Bolsonaro e a reação de apoiadores à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impediu o senador de visitar o pai, Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.
Na avaliação de Nunes, esses acontecimentos ajudaram a reorganizar a direita e fizeram com que parte do eleitorado antipetista voltasse a considerar Flávio como candidato. O movimento, segundo ele, representa uma espécie de interrupção no afastamento que vinha ocorrendo dentro desse campo político.
Os dados do segundo turno reforçam essa leitura. Entre os eleitores de direita que não são bolsonaristas, a intenção de votar em Flávio passou de 74% para 81% desde julho. Entre aqueles que se identificam como bolsonaristas, o percentual subiu de 91% para 95%.
Apesar do crescimento do senador, Nunes pondera que as variações observadas ainda estão dentro da margem de erro da pesquisa.
A pesquisa também apresentou uma simulação de segundo turno entre Lula e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). O presidente manteve os 45% registrados no levantamento de julho.
Caiado, por outro lado, apresentou crescimento de um ponto percentual e passou de 36% para 37% das intenções de voto. Mesmo com o avanço, Lula permanece oito pontos à frente do ex-governador nesse cenário.
Os resultados indicam que Lula continua liderando as simulações avaliadas pela Genial/Quaest, mas apresentou queda no desempenho contra Flávio no segundo turno. O senador, enquanto isso, registrou crescimento tanto no primeiro quanto no segundo turno em relação ao levantamento anterior.
Os dados foram coletados pela Genial/Quaest com 2.004 pessoas durante quatro dias, entre 31 de julho e 3 de agosto. Pelos critérios estatísticos adotados no levantamento, os resultados podem variar até dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa consta no registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-06591/2026.