
De acordo com as investigações, a vítima foi submetida a ameaças, constrangimentos e incentivos à automutilação por integrantes do grupo. No dia 22 de julho, ela permaneceu por cerca de 45 minutos em uma transmissão ao vivo enquanto se feria, sob incentivo dos participantes da comunidade virtual.
Segundo a Polícia Civil, os investigados teriam imposto uma “missão” à adolescente, que consistia em matar um animal. Após ela se recusar a cumprir a ordem, passou a ser pressionada a escrever uma carta de despedida e a tirar a própria vida. A menina foi encontrada morta pela mãe na residência da família, em Naviraí, no Mato Grosso do Sul.
As apurações indicam que os suspeitos acompanharam toda a transmissão e incentivaram a adolescente a continuar se ferindo. Eles são investigados por crimes relacionados à indução, instigação, constrangimento e ameaça contra a vítima. Após a morte, o grupo ainda teria publicado uma enquete na plataforma perguntando se outros usuários desejavam assistir a conteúdos semelhantes.
A Operação Lívia cumpriu um mandado de prisão preventiva, cinco mandados de internação de adolescentes e seis mandados de busca e apreensão. Até a última atualização, quatro dos cinco adolescentes alvos das medidas socioeducativas já haviam sido apreendidos.